terça-feira, 11 de outubro de 2011

Trabalhos acadêmicos

Como fazer uma resenha

Todo mundo que freqüenta o blog está acostumado a ler várias resenhas toda semana, mas afinal, o que é e o que precisamos saber para escrever um texto desse tipo?
Como um gênero textual, uma resenha nada mais é do que um texto em forma de síntese que expressa a opinião do autor sobre um determinado fato cultural, que pode ser um livro, um filme, peças teatrais, exposições, shows etc.
O objetivo da resenha é guiar o leitor pelo emaranhado da produção cultural que cresce a cada dia e que tende a confundir até os mais familiarizados com todo esse conteúdo.
Como uma síntese, a resenha deve ir direto ao ponto, mesclando momentos de pura descrição com momentos de crítica direta. O resenhista que conseguir equilibrar perfeitamente esses dois pontos terá escrito a resenha ideal.
No entanto, sendo um gênero necessariamente breve, é perigoso recorrermos ao erro de sermos superficiais demais. Nosso texto precisa mostrar ao leitor as principais características do fato cultural, sejam elas boas ou ruins, mas sem esquecer-se de argumentar em determinados pontos e nunca usar expressões como “Eu gostei” ou “Eu não gostei”.

Tipos de Resenha

Até agora eu falei sobre as resenhas de uma forma geral e livre e esses dados são suficientes para você já esboçar alguns parágrafos.
Contudo, as resenhas apresentam algumas divisões que vale destacar. A mais conhecida delas é a resenha acadêmica, que apresenta moldes bastante rígidos, responsáveis pela padronização dos textos científicos. Ela, por sua vez, também se subdivide em resenha crítica, resenha descritiva e resenha temática.
Na resenha acadêmica crítica, os oito passos a seguir formam um guia ideal para uma produção completa:
1.Identifique a obra: coloque os dados bibliográficos essenciais do livro ou artigo que você vai resenhar;
2.Apresente a obra: situe o leitor descrevendo em poucas linhas todo o conteúdo do texto a ser resenhado;
3.Descreva a estrutura: fale sobre a divisão em capítulos, em seções, sobre o foco narrativo ou até, de forma sutil, o número de páginas do texto completo;
4.Descreva o conteúdo: Aqui sim, utilize de 3 a 5 parágrafos para resumir claramente o texto resenhado;
5.Analise de forma crítica: Nessa parte, e apenas nessa parte, você vai dar sua opinião. Argumente baseando-se em teorias de outros autores, fazendo comparações ou até mesmo utilizando-se de explicações que foram dadas em aula. É difícil encontrarmos resenhas que utilizam mais de 3 parágrafos para isso, porém não há um limite estabelecido. Dê asas ao seu senso crítico.
6.Recomende a obra: Você já leu, já resumiu e já deu sua opinião, agora é hora de analisar para quem o texto realmente é útil (se for útil para alguém). Utilize elementos sociais ou pedagógicos, baseie-se na idade, na escolaridade, na renda etc.
7.Identifique o autor: Cuidado! Aqui você fala quem é o autor da obra que foi resenhada e não do autor da resenha (no caso, você). Fale brevemente da vida e de algumas outras obras do escritor ou pesquisador.
8.Assine e identifique-se: Agora sim. No último parágrafo você escreve seu nome e fala algo como “Acadêmico do Curso de Letras da Universidade de Caxias do Sul (UCS)”
Na resenha acadêmica descritiva, os passos são exatamente os mesmos, excluindo-se o passo de número 5. Como o próprio nome já diz, a resenha descritiva apenas descreve, não expõe a opinião o resenhista.
Finalmente, na resenha temática, você fala de vários textos que tenham um assunto (tema) em comum. Os passos são um pouco mais simples:
1.Apresente o tema: Diga ao leitor qual é o assunto principal dos textos que serão tratados e o motivo por você ter escolhido esse assunto;
2.Resuma os textos: Utilize um parágrafo para cada texto, diga logo no início quem é o autor e explique o que ele diz sobre aquele assunto;
3.Conclua: Você acabou de explicar cada um dos textos, agora é sua vez de opinar e tentar chegar a uma conclusão sobre o tema tratado;
4.Mostre as fontes: Coloque as referências Bibliográficas de cada um dos textos que você usou;
5.Assine e identifique-se: Coloque seu nome e uma breve descrição do tipo “Acadêmico do Curso de Letras da Universidade de Caxias do Sul (UCS)”.

Conclusão

Fazer uma resenha parece muito fácil à primeira vista, mas devemos tomar muito cuidado, pois dependendo do lugar, resenhistas podem fazer um livro mofar nas prateleiras ou transformar um filme em um verdadeiro fracasso.
As resenhas são ainda, além de um ótimo guia para os apreciadores da arte em geral, uma ferramenta essencial para acadêmicos que precisam selecionar quantidades enormes de conteúdo em um tempo relativamente pequeno.
Agora é questão de colocar a mão na massa e começar a produzir suas próprias resenhas!

Modelo de resenha
O Alienista – Machado de Assis
A história, que se passa no séc. XlX, retrata a burguesia hipócrita da época, o autor se vale do personagem magnífico — Dr. Simão Bacamarte — médico que irá desenvolver suas teorias a respeito do tratamento da loucura, conhecimento adquirido em sua estadia na Europa.
A ironia de Machado de Assis é notória nesta novela, quando mostra a hipocrisia do ser humano que só pensa em seu próprio prestígio.
Dr. Simão Bacamarte, casado com apática senhoura, consegue da Câmara de Vereadores de Itaguaí, verba para fundar a “Casa de Orates”, ou “Casa Verde”, um hospício onde o sinistro e empertigado médico resolve estudar os limites entre a razão e a loucura, convencendo as autoridades e a população de que estudar este mal era tendência na Europa. Fica então a cidade à revelia deste homem que resolve, por sua conta e risco, julgar quais eram os loucos da cidade e quais os sãos.
Vai internando, um a um, os verdadeiramente doentes que até então eram tratados e cuidados em casa pelos familiares. Aos poucos Simão Bacamarte, num surto surpreendente, resolve que os honestos e os justos eram também loucos. Chega ao ponto de internar quase toda a cidade. Na medida em que vai analisando suas teorias, vai alterando o tratamento dispensado aos pacientes.
Mas a cidade já está desconfiada do médico insano, assim, a reação não tarda e uma revolução armada irão contestar o médico que, acuado, toma resolução inusitada, surpreendente.
Aqui, em O Alienista, o leitor se diverte, ri a valer, mas perceberá a irônica crítica de Machado de Assis à sociedade burguesa daquela época. Um livro gostoso de ler, uma surpresa a cada página, personagens atípicos e crédulos da suposta superioridade européia na medicina da loucura. Tremenda crítica à sociedade que o autor nunca perdia oportunidade de mostrar patética e hipócrita.
O Alienista é um clássico. Fizemos na faculdade um roteiro adaptado para TV e pudemos notar que muitas características da sociedade se mantêm, o que torna a obra do escritor surpreendentemente rica para qualquer fim artístico.


Como escrever um artigo acadêmico

Ao longo do curso de Letras e de muitos outros cursos universitários, são solicitados textos de um formato bastante específico, nos quais o aluno deve elaborar e defender uma ideia sobre determinado assunto analisando diversas facetas envolvidas e pesquisando na literatura já existente sobre o tema.
É o temido artigo acadêmico.
Por ser um tipo de texto bastante diferente do que somos apresentados na escola, muitos acabam entrando em pânico na primeira vez que precisam escrevê-lo, o que tem levado a trabalhos finais pobres, de estrutura fragmentada, com sintaxe horripilante e com pouca ou nenhuma argumentação sólida.
·         Leia um quadro comparativo com as diferenças entre escola e faculdade.
Esse é um problema sério, pois é através desse tipo de publicação que as ciências evoluem. Foi com os artigos acadêmicos que surgiram pela primeira vez estudos e teorias geniais que deram origem a uma grande parte do mundo que conhecemos hoje.
Se você é um desses marinheiros de primeira viagem que não sabem como começar a elaborar um artigo, leia as dicas abaixo que vão guiá-lo na escrita de seu primeiro texto científico.

O seu primeiro artigo científico

A primeira coisa a reconhecer é que existem diversos estilos de escrita, usados para diferentes propósitos. Mesmo em um contexto isolado de escrita de uma carta, você será capaz de diferenciar um texto endereçado para sua avó de outro para algum colega de classe. É provável que no primeiro seja usado um estilo mais formal, com verbos e palavras amenas.
Artigos acadêmicos também precisam de atenção quanto ao estilo. Entender alguns conceitos básicos vai ajudá-lo no processo.
1.Conheça as diferenças entre o estilo informal, jornalístico e acadêmico. Para isso, você precisa ler textos em que esses estilos apareçam. Resumidamente, a escrita acadêmica é impessoal, a jornalística pretende chamar a atenção do leitor, e a informal usa linguagem coloquial (gírias, abreviações, etc).
2.Familiarize-se com o conceito de nominalização. Esse é um recurso usado com o propósito de eliminar palavras em excesso e tornar a escrita mais objetiva. Nominalizar é transformar um verbo em um nome para remeter a algo já dito anteriormente. Por exemplo: Armando se casou no final de 2006. O casamento, entretanto, não durou muito.
3.Aprenda a diferença entre voz passiva e voz ativa. A definição mais simples de voz passiva é: tornar o sujeito de uma sentença o objeto de uma ação. A voz ativa, por outro lado, tem um sujeito que pratica a ação sobre o objeto.
4.Leia artigos acadêmicos sobre o assunto que você vai escrever e preste atenção quanto ao uso da voz passiva. Esse tipo de escrita é bastante usado no meio acadêmico, porém não deve haver exageros. Algumas áreas a usam menos que outras.
5.Lembre-se de consultar as normas técnicas da ABNT para formatar seu artigo de forma adequada. Alguns professores dão tanta importância a isso quanto dão ao texto em si. Se você pretende publicar o texto em alguma revista especializada, lembre-se de consultar a folha de estilos da mesma.
6.Preste especial atenção às citações, notas de rodapé e referências bibliográficas. Plágio é a pior coisa que pode acontecer em relação a um texto desse tipo. Não pense que citar alguém vai desmerecer seu texto, pelo contrário, citações servem para dar mais força aos seus argumentos. Aprenda como escrever argumentos fortes.
7.Leia e releia quantas vezes for necessário para ELIMINAR erros de gramática. Eles são inaceitáveis em artigos acadêmicos.
8.Cuidado com a pontuação, é ela que vai dar o tom ao seu texto e permitir que o leitor o entenda. Leia meu guia definitivo de como usar a vírgula.

Estrutura do artigo acadêmico

Além das questões de estilo, um artigo também deve seguir uma estrutura pré-definida, que é a que segue:
·         Título, que deve estar estritamente relacionado ao conteúdo e permitir ao leitor ter uma ideia geral sobre o que trata o texto.
·         Resumo, que costuma ser de 4 a 6 linhas, destacando objetivos, métodos e conclusões. Em alguns casos, é preciso o resumo em inglês (Abstract) ou espanhol. Aprenda como fazer um resumo.
·         Palavras-chave, geralmente 3 palavras que definam a abrangência do tema tratado no texto. Em alguns casos, também é preciso a versão em inglês (Keywords) ou espanhol.
·         Corpo do artigo, dividido em introdução, desenvolvimento e conclusão (mas não se usam títulos para isso)
·         Referências bibliográficas, em ordem alfabética e conforme as normas da ABNT.

Modelo de artigo acadêmico

Após essas dicas, você pode ter uma ideia de como é um artigo pronto pesquisando no Google Acadêmico sobre o tema que lhe interessa e lendo algum dos exemplos que aparecerem. Veja os artigos sobre literatura brasileiros já publicados.



Como fazer um resumo

Tenho notado nos alunos universitários uma dificuldade incrível em sintetizar ideias, isto é, em fazer resumos. O fato é que esse tipo de atividade raramente é explicada na escola, quando muito solicitada, por isso os alunos chegam à faculdade sem a menor noção sobre como extrair as idéias principais de um texto.
Antes de mais nada, vale dizer que um resumo nada mais é do que um texto reduzido a seus tópicos principais, sem a presença de comentários ou julgamentos. Um resumo não é uma crítica, assim como a resenha o é; o objetivo do resumo é informar sobre o que é mais importante em determinado texto.
Para Platão e Fiorin (1995), resumir um texto significa condensá-lo a sua estrutura essencial sem perder de vista três elementos:
1.as partes essenciais do texto;
2.a progressão em que elas aparecem no texto;
3.a correlação entre cada uma das partes.
Se o texto que estamos resumindo for do tipo narrativo, devemos prestar atenção aos elementos de causa e sequências de tempo; se for descritivo, nos aspectos visuais e espaciais; caso o texto for dissertativo, é bom cuidar da organização e construção das idéias.
Existem, segundo van Dijk & Kintsch (apud FONTANA, 1995, p.89), basicamente 3 técnicas que podem ser úteis ao escrevermos uma síntese. São elas o apagamento, a generalização e a construção.

Apagamento

Como no nome já diz, o apagamento consiste em apagar, em cortar as partes que são desnecessárias. Geralmente essas partes são os adjetivos e os advérbios, ou frases equivalentes a eles. Vamos ver um exemplo.
O velho jardineiro trabalhava muito bem. Ele arrumava muitos jardins diariamente.
Sendo essa a frase a ser resumida através do apagamento, poderia ficar assim:
O jardineiro trabalhava bem.
Cortamos os adjetivo “velho” e o advérbio “muito” na primeira frase e eliminamos a segunda. Ora, se o jardineiro trabalhava bem, é porque arrumava jardins; a segunda informação é redundante.

Generalização

A generalização é uma estratégia que consiste em reduzir os elementos da frase através do critério semântico, ou seja, do significado. Exemplo:
Pedro comeu picanha, costela, alcatra e coração no almoço.
As palavras em destaque são carnes. Então, o resumo da frase fica:
Pedro comeu carne no almoço.

Construção

A técnica da construção consiste em substituir uma sequência de fatos ou proposições por uma única, que possa ser presumida a partir delas, também baseando-se no significado. Exemplo:
Maria comprou farinha, ovos e leite. Foi para casa, ligou a batedeira, misturou os ingredientes e colocou-os no forno.
Todas essas ações praticadas por Maria nos remetem a uma síntese:
Maria fez um bolo.
Além dessas três, ainda existe uma quarta dica que pode ajudar muito a resumir um texto. É a técnica de sublinhar.
Enquanto você estiver lendo o texto, sublinhe as palavras ou frases que fazem mais sentido, que expressam ideias que tenham mais importância. Depois, junte seus sublinhados, formando um texto a partir deles e aplique as três primeiras técnicas. Como leitura adicional, eu sempre recomendo o excelente livro de Maria Almira Soares, que se dedica exclusivamente a dotar o aluno de ferramentas teóricas-práticas, úteis à elaboração de uma síntese ou resumo. Desde a primeira leitura geral do texto até as técnicas de simplificação, articulação e reformulação do discurso, a autora reúne aqui um conjunto de etapas a serem acompanhadas pelo estudante. Trechos de textos literários e jornalísticos dão corpo a uma gama de exercícios de aplicação, indispensáveis à consolidação dos saberes nos domínios da escrita, da leitura e do funcionamento da língua.

Como fazer um relatório

Como um trabalho muito solicitado em universidades, principalmente para alunos de estágio, o relatório é um tipo de texto que deve informar, de modo ordenado, todos os acontecimentos dentro de um determinado período de tempo. No texto a seguir você vai aprender como fazer um relatório.
Existem basicamente dois tipos de relatórios, o acadêmico e o profissional, os dois obedecem normas e possuem o mesmo objetivo final: relatar o desenvolvimento de um trabalho ou de uma pesquisa, informando e quantificando os seus resultados de forma clara e pormenorizada.
Todos os tipos de relatório devem ser produzidos tendo como base o resultado de uma atividade ou pesquisa. Portanto, é preciso material de apoio para o seu desenvolvimento, sendo importante que, enquanto estiver realizando a ação objeto do futuro relatório, pesquisa, trabalho, estágio, etc., vá fazendo anotações de todos os pontos relevantes que encontrar e que lhe chamarem a atenção. Essa dica vale para o relatório sobre um livro, o relatório de estágio, de uma pesquisa ou de uma atividade qualquer. Anotar os pontos relevantes, dúvidas, pormenores, personagens principais, curiosidades e outros pontos que puderem ser aproveitados na elaboração do documento final. As notas mais simples podem ser importantes ao fazer o relatório, e tudo que não for usado pode ser descartado, então anote tudo que achar relevante ou interessante.
Assim como qualquer outro trabalho acadêmico ou documento, o relatório precisa necessariamente ter objetivos bem definidos e deve ser dividido em introdução, desenvolvimento e conclusão. O título deve ser simples e vir seguido da identificação (nome, turma ou departamento).
Na introdução do relatório deve constar resumidamente todo o conteúdo do mesmo, junto com os objetivos, a abrangência da pesquisa ou trabalho que resultou o relatório e a metodologia utilizada. No desenvolvimento devem constar os dados, depoimentos e estatísticas que podem ser organizados em textos, utilizando também gráficos e tabelas para enriquecer e dar consistência ao seu trabalho.
O relatório, diferente dos demais trabalhos e documentos, não tem o objetivo de argumentar, mas sim de relatar dados ou informações coletadas ou observadas. A conclusão deve trazer o fecho de todos os dados apresentados.
A redação do relatório deve usar uma linguagem formal e técnica quando necessário, contudo deve ser clara e concisa. Prefira a ordem direta e evite erros gramaticais. Fazer um relatório implica comunicar fatos, resultados, sendo imprescindível que você atinja ao menos esses objetivos básicos.

Como fazer um pré-projeto de letras

O pré-projeto, como o próprio nome diz, antecede o projeto, no caso, o pré-projeto de letras antecede o projeto do trabalho de conclusão do curso de letras. Nele deve estar exposto, de forma simples e clara, como será desenvolvido o seu projeto de pesquisa, que resultará no seu trabalho de conclusão. É comum os alunos ficarem apavorados na hora de elaborar esses documentos, porém, depois de bem entendido do que se trata e de ter organizados todos os dados, elaborar o pré-projeto é relativamente simples.
O pré-projeto deve seguir as orientações gerais da universidade, porém, independente da forma como forem organizados, devem conter o título, a introdução, o objetivo, a metodologia e as referências.
A primeira parte é o título e a introdução. O título deve ser claro e deve definir o assunto da pesquisa. Logo a seguir vem a introdução, onde você deve definir o tema, ou seja, contextualizar o assunto no tempo ou no espaço, apresentando o problema/tema da pesquisa, identificando e delimitando todos os elementos e aspectos do problema/tema que vai ser desenvolvido. Nessa parte, apresente hipóteses, perguntas a serem respondidas na pesquisa, pontos relevantes do assunto. No último parágrafo dessa parte do pré-projeto, justifique a sua pesquisa: Por que ela é importante? Como ela pode ser últil? Quais os resultados que você pretende obter com ela?
O próximo item deve ser o objetivo. Você deve explicar de forma muito clara e objetiva o que pretende com a pesquisa, quais as suas metas. O objetivo é um dos pontos mais relevantes no pré-projeto, seja realista quanto aos objetivos que você pode realmente obter com a pesquisa, do contrário poderá ter dificuldades de atender esse pressuposto ao longo do trabalho.
Os últimos itens são a metodologia e as referências. Na metodologia você explica como vai desenvolver a sua pesquisa, se é uma pesquisa de campo ou uma pesquisa bibliográfica, como vai coletar, analisar e interpretar os dados. Nas referências bibliográficas você deve relacionar os livros e obras que serão usados na pesquisa.
Enfim, o pré-projeto é um esboço do projeto que irá resultar no trabalho de conclusão. Para realizar um bom trabalho é preciso uma escolha criteriosa do tema da pesquisa, de forma que se você for fazer seu trabalho de conclusão sobre algum escritor, por exemplo, precisa ter certeza de que vai ter dados suficientes para fundamentar o seu trabalho e ter objetivos e metas, não basta descrever e arrolar dados coletados. O pré-projeto como todos os trabalhos acadêmicos, deve seguir rigorosamente as normas estabelecidas pela ABNT, no que refere a sua formatação.

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